Um estudo internacional, liderado por investigadores alemães e recentemente publicado na revista “Annals of Clinical and Translational Neurology”, contou com a participação de sete instituições de investigação, incluindo a Universidade dos Açores (UAc), e envolveu ativamente pessoas com Doença de Machado-Joseph (DMJ) dos Açores, em colaboração com a Associação Atlântica de Apoio ao Doente de Machado-Joseph (AAADMJ).

Nos Açores, a Rede Europeia ESMI é coordenada por Manuela Lima, Professora Catedrática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UAc, tendo este estudo sido coordenado localmente por Ana Ferreira, investigadora doutorada.

O trabalho permitiu validar a ferramenta digital SARAhome, que permite que pessoas com DMJ avaliem seus sintomas em casa, através de pequenos vídeos gravados com um smartphone ou tablet.

Os resultados mostram que a app SARAhome é mais sensível do que a avaliação tradicional realizada em consulta pelo neurologista, permitindo detectar pequenas alterações ao longo do tempo e refletindo melhor a percepção dos próprios doentes.

Este avanço representa um contributo importante para o acompanhamento da doença e para o desenvolvimento de ensaios clínicos mais eficazes para avaliar novos tratamentos.

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