A Universidade dos Açores (UAc) recebeu, no passado dia 13 de maio, o Governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, para uma palestra dedicada ao tema “Literacia Financeira e Fraude Digital”, promovida pela Faculdade de Economia e Gestão (FEG), na Aula Magna do campus de Ponta Delgada.

Na sessão de abertura, a Magnífica Reitora da UAc, destacou o papel das universidades na formação de cidadãos informados e preparados para os desafios da atualidade, sublinhando que “A literacia financeira deixou, há muito, de ser uma competência opcional”, sendo hoje “uma ferramenta essencial de vivência coletiva e de cidadania”.

Susana Mira Leal alertou ainda para os riscos associados à crescente digitalização dos serviços financeiros, referindo que “a digitalização trouxe-nos conveniência, eficiência e novas oportunidades, mas trouxe também novas vulnerabilidades, que exigem informação, prudência e espírito crítico”. Destacou também que “falar de literacia financeira, hoje, é também falar de prevenção e de segurança”.

O Presidente da FEG, João Teixeira, destacou a relação de proximidade existente entre a Faculdade e a Delegação Regional do Banco de Portugal, salientando as várias ações de formação financeira desenvolvidas junto dos estudantes dos cursos de Economia, Gestão e Turismo. Referiu ainda que alunos da Faculdade já foram distinguidos, a nível nacional, em iniciativas promovidas pelo Banco de Portugal.

Durante a sessão, o Governador do Banco de Portugal  chamou a atenção para a evolução da fraude financeira no contexto digital, afirmando que: “A fraude não é um fenómeno de hoje”  mas que os métodos utilizados são cada vez mais sofisticados com o avanço das tecnologias e da utilização dos meios digitais. Ao longo da sessão, destacou a importância da literacia financeira como ferramenta de prevenção, defendendo que cidadãos mais informados estão mais preparados para reconhecer sinais de fraude e agir de forma segura.

Álvaro Santos Pereira deixou ainda algumas recomendações práticas aos participantes, apelando à prudência perante pedidos urgentes de dados pessoais ou bancários, à confirmação da legitimidade de transferências antes da sua autorização e à proteção de códigos de acesso e autenticação, reforçando que a informação e a prevenção continuam a ser as melhores formas de defesa perante o crime financeiro digital.

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