Um grupo de investigadores do Centro de Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO) e da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade dos Açores encontra-se a estudar os sedimentos que estão depositados no fundo das lagoas açorianas de forma tentar reconstruir o clima açoriano nos últimos 12 mil anos.

É através do estudo dos organismos que vão sendo fossilizados nas lagoas e se depositam que os investigadores pretendem compreender processos como, por exemplo, alterações no nível da água ao longo dos séculos.

Os primeiros projetos semelhantes orientados para algumas das principais lagoas da ilha de São Miguel, nomeadamente na Lagoa Azul, na Lagoa do Fogo e na Lagoa das Furnas surgiram no início dos anos 2000 e, apesar de terem sido utilizados equipamentos que não permitiram perfurações muito longas, foi já possível decifrar condições ecológicas e climáticas dos últimos 150 anos.