Universidade dos Açores mantém medidas internas para mitigação de riscos

144
À semelhança do já comunicado pelo Secretário Regional da Saúde, o reitor sublinhou hoje que a Universidade dos Açores tem articulado com o Governo Regional dos Açores as medidas que tem vindo a tomar e que, nalgumas situações, têm sido fortemente condicionadas pelas posições adotadas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Desde o início da crise que João Luís Gaspar defende que as universidades deviam funcionar num regime híbrido, e que o ministério devia reconhecer o direito às universidades de ministrarem os seus cursos nesse sistema, através da respetiva acreditação.
 
No final da reunião de gabinete que teve lugar por videoconferência, João Luís Gaspar afirmou que, para além das orientações emanadas pela tutela para as instituições de ensino superior, a Universidade tem adotado medidas internas para a mitigação dos riscos com base, quer na situação observada no território em que se inserem os seus polos e nas determinações das autoridades de saúde regionais, quer nas especificidades da sua estrutura tripolar e nas particularidades das suas atividades. A este propósito lembrou que a Universidade dos Açores foi uma das primeiras instituições em Portugal a aprovar, publicar e implementar um Plano de Contingência para mitigar os riscos associados à infeção por SARS-CoV-2 e à COVID-19, possui um Centro de Resposta a Emergências que funciona em permanência desde o início da pandemia, e até à data não teve qualquer situação de contaminação interna.
 
Neste contexto, o reitor referiu que para prevenir qualquer situação na retoma das atividades letivas em janeiro, a instituição adiou uma semana o início das aulas de modo a que todos os estudantes e demais membros da comunidade académica que regressassem de fora da Região após o período de férias de natal só acedessem às instalações da Universidade depois de obtido um resultado negativo no teste realizado ao 6.º dia. Tal medida, referiu João Luís Gaspar, permitiu detetar atempadamente perto de duas dezenas de situações de infeção antes do começo das atividades letivas e assim proteger toda a comunidade académica.
 
O reitor referiu, ainda, que com exceção para algumas aulas laboratoriais, ensinos clínicos e estágios, a quase totalidade das aulas no polo de Ponta Delgada estão em regime de ensino à distância, uma situação que na próxima semana atingirá os 100%. As únicas atividades que neste polo decorrerão presencialmente são as que se prendem com provas de avaliação, o que acontecerá, tal como determinado pela tutela, nas situações em que as faculdades e escolas entenderem que tal é essencial e um fator determinante para a fiabilidade do processo avaliativo.
 
Segundo João Luís Gaspar, nos polos das ilhas Terceira e do Faial as atividades letivas e não letivas vão continuar a decorrer normalmente, dado que são ilhas classificadas de baixo risco pelas autoridades regionais de saúde. Em S. Miguel as medidas irão prolongar-se enquanto a ilha e/ou o concelho de Ponta Delgada se mantiverem numa situação de alto risco.