Equipa liderada por investigadores do Instituto Okeanos descobre jardins de corais negros no mar dos Açores

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O Instituto de Investigação em Ciências do Mar – Okeanos, da Universidade dos Açores, apresentou os resultados preliminares da Expedição Oceanográfica “iMAR: Avaliação integrada da distribuição dos Ecossistemas Marinhos Vulneráveis ao longo da Dorsal Médio-Atlântica na região dos Açores”. A expedição iMAR, liderada por Telmo Morato e Marina Carreiro-Silva do Instituto Okeanos, que decorreu entre os dias 18 de maio e 2 de junho ao longo da Dorsal Médio-Atlântica na região dos Açores, a bordo o Navio de Investigação Pelagia do Royal Netherlands Institute for Sea Research (NIOZ), revelou algumas descobertas surpreendentes.

Telmo Morato refere que “o trabalho de vídeo para a caracterização das comunidades bentónicas revelou a maior agregação de corais negros (ou jardins de corais negros) algumas vez vista nos Açores e, talvez, até em todo o Atlântico. Este corais possuem um crescimento muito lento e podem viver vários milhares de anos. Os jardins que formam podem se considerar como o equivalente às florestas de sequóias (mais antigas árvores do planeta) que existem, por exemplo, nos Estados Unidos da América”.

Segundo o líder da expedição, “também na região norte da dorsal, foram descobertas várias zonas com recifes de corais duros com um papel importante como reservatórios de carbono e na mitigação das alterações climáticas. Alguns destes corais, mas também esponjas, são estruturantes de habitats, funcionando como áreas de refúgio para várias espécies incluindo peixes de profundidade de importância comercial, potenciando assim a biodiversidade total associada a estes habitats.”

Para o investigador açoriano, estas e outras novas descobertas efetuadas nesta missão, “contribuirão com informação científica para o desenvolvimento de políticas que promovam a preservação do património natural, garantindo o uso sustentável do mar profundo, minimizando os impactos negativos nestes ecossistemas tão vulneráveis.”

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